por Bruno Gabaldo
Durante algumas décadas a sociedade convive com um vírus que ainda não possui cura para a sua erradicação, a AIDS ( Aquired Inmodificiency Sindrome). No Brasil, mesmo com todo o acesso às informações disponíveis em noticiários, revistas, jornais ou internet, existe ainda o preconceito de alguns indivíduos mal informados em relação aos doentes.
Um dos primeiros relatos da doença no país ocorreu em 1982, no princípio conhecida erroneamente como uma doença que afetava apenas homossexuais. Era tratada como algo relacionado ao estilo de vida desses, mas com relato de mulheres heterossexuais casadas, que desenvolveram a AIDS, estudiosos confirmaram a contaminação por meio de transfusões de sangues, cortes em contato com o sangue contaminado e relações sexuais sem preservativos, traçando assim um perfil de grupo de riscos.
Após quase trinta anos da constatação do primeiro caso de AIDS no Brasil, algumas pessoas, sem discernimento das verdadeiras formas de transmissões da doença, ainda possuem um grande preconceito em relação às pessoas portadoras do vírus.
Em entrevista com Debora Fonseca, supervisora do Instituto Menino Jesus, ela nos conta sobre os preconceitos que a maioria das pessoas portadoras da doença sofrem.
“Preconceito social, como qualquer pessoa com alguma deficiência ou doença contagiosa, as pessoas que não conhecem direito se afastam achando que com um simples abraço ou contato físico iriam se infectar, ou que esta não seja digna de conviver em sociedade.”
Nossa equipe entrevistou Suzana Castro, psicóloga, que explica como é criado pela sociedade este preconceito com os portadores do vírus HIV e sobre as informações que, na maioria das vezes, chega distorcida à sociedade.
“Na maioria dos casos as pessoas que comentem este tipo de preconceito tem medo do desconhecido, seja ele físico ou mental, criando assim uma barreira com os portadores da doença, e isso torna um ciclo vicioso, do qual o pai passa para o filho o sentimento de preconceito, e não procuram mais informações para entender o quão errado estão sendo”.
Muitos indivíduos não tem conhecimento sobre a diferença de ser portador do vírus HIV, que é o vírus que faz com que o corpo perca sua defesa natural e fique propício a infecções, e a AIDS, que é a manifestação da infecção generalizada. Pessoas contaminadas pelo vírus tem um modo de vida normal, apenas com algumas mudanças em seus hábitos. Murilo de Azevedo, que convive com a doença a três anos, nos explica como é sua rotina e o seu tratamento.
Muitos indivíduos não tem conhecimento sobre a diferença de ser portador do vírus HIV, que é o vírus que faz com que o corpo perca sua defesa natural e fique propício a infecções, e a AIDS, que é a manifestação da infecção generalizada. Pessoas contaminadas pelo vírus tem um modo de vida normal, apenas com algumas mudanças em seus hábitos. Murilo de Azevedo, que convive com a doença a três anos, nos explica como é sua rotina e o seu tratamento.
“O meu tratamento é diário e a única coisa que até agora eu tenho acesso é o coquetel, que é mistura de remédios pra controlar. Na parte da minha rotina, ela continua a mesma, apenas com algumas mudanças como ter mais cuidado em ficar exposto a doenças, tipo a gripe, por exemplo.”
Considerada uma doença crônica a AIDS não deve ser vista pela sociedade como uma sentença de morte ou com um sentimento de dó em relação a seus portadores. São grandes os números de pessoas que convivem com a doença e lutam diariamente pela vida. É um direito de qualquer ser humano respeitar e ser respeitado independente de suas condições.


