Homossexuais são vitimas de preconceito

Sem muitas opções, transsexuais e travestis optam por trabalhos de pouca aceitação pela sociedade.

Empresa faz adaptações em carros

Feira Internacional de Reabilitação e Acessibilidade de Carros Imigrantes trás modelos novos e preços acessiveis para todos os bolsos.

Bullying: mau entre os jovens

Lídio afirma que durante sua adolescência sofreu Bullying praticado pelos amigos de escola.

Ex-detentos não possuem espaço na sociedade

A maioria tem baixa escolaridade, razão pela qual não conseguem disputar vagas no mercado de trabalho.

Home Office permite trabalhar em casa

Esta facilidade contribui para a inclusão no mercado de trabalho.

Ex-detentos não possuem espaço na sociedade

por Diego Bento

É difícil tratar um tema tão complexo como a falta de políticas de inclusão de presos na multicultural sociedade brasileira. Falta a eles integração com os agentes do Estado brasileiro que lidam diretamente com a população carcerária.
Um dos dilemas da sociedade brasileira é a difícil reinserção social de ex-detentos. 

Faltam políticas públicas. Os governos não avançam na recolocação dos presos no mundo do trabalho após o cumprimento da pena. E a sociedade ainda tem muito preconceito. Parte dela considera “desperdício” de dinheiro público as políticas para esse segmento.
O Brasil tem a quarta maior população carcerária do mundo. Existem hoje 494.237 presos no país, segundo recente levantamento do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), organismo do Ministério da Justiça. A maior parcela dos detentos tem baixo nível de escolaridade e idade entre 18 e 29 anos. O Estado de São Paulo abriga sozinho quase a metade da população prisional do país. São 173 mil presos distribuídos entre 134 unidades prisionais. A taxa de encarceramento no Estado é praticamente o dobro da nacional.

O filósofo Fernando Gomes de Moraes entende que o ingresso das pessoas no mundo prisional começa muito antes do ato infracional propriamente dito. Isto porque, historicamente, a pessoa desde a infância deixou de ser atendida em suas necessidades básicas, assim como a sua família. “Chegar ao crime é consequência da ausência do Estado e da sociedade organizada ao longo de toda a sua vida. Mesmo neste momento, as forças que atuam são a da repressão, segregando e ‘excluindo’ ainda de forma mais contundente, seja através da privação de liberdade e/ou do afastamento dos vínculos familiares”, afirma.
Segundo Moraes, 70% dos condenados o foram por delitos de baixo valor ofensivo, furtos, roubos sem arma letal e outros. Alguns crimes aumentaram pelo uso de drogas, que mais do que um ato criminoso deveria ser tratado como matéria de saúde pública, visto o compromisso de milhares de jovens, no melhor momento de suas vidas, com o vício e todas as suas consequências.

Um exemplo do que pode ser a vida após a detenção é o do Jorge da Silva, que ficou preso durante cinco anos por roubo a mão armada. “Temos dias de tormento quando estamos dentro da cadeia. A cada dia, não sabemos o que vai acontecer. É um clima complicado. Nossas famílias passam por situações decadentes nos dias de visitas. Somos considerados quase um lixo. Há superlotação. Temos que reservar espaço para dormir. É uma vida louca mesmo. Mas, uma coisa que temos que ter é fé”, disse.

Mais um exemplo de reconquista moral é o de Renata Santos, 35 anos. No presídio, ela aproveitou a oportunidade de aprender artesanato. Quando saiu da prisão, sofreu diversos preconceitos. Foi de porta em porta, pedir emprego. Até que conseguiu, por intermédio do Centro de Reintegração Social, colocação na cozinha de um restaurante. Com o tempo, “ganhou moral” com seu patrão, passou a garçonete, e propôs a ele a utilização de um espaço do estabelecimento para colocar seu artesanato à venda. 

Calcula-se que, no Brasil, em média, 90% dos ex-detentos acabam retornando à prisão. Grande parte dos ex-detentos tem baixa escolaridade, razão pela qual não conseguem disputar vagas no mercado de trabalho e sustentar suas famílias. Acabam recorrendo ao crime. Treinar, capacitar e educar seria uma forma de levá-los a disputar com êxito as vagas disponíveis. Mas as cadeias estão superlotadas e poucos são os cursos profissionalizantes.

Anualmente, cerca de 1.500 detentos deixam as prisões paulistas, depois de cumprirem suas penas. Em tese, estariam todos prontos para a volta ao convívio social. Porém, o recomeço é, para a maioria deles, uma verdadeira via crúcis. Do lado de fora, os ex-detentos enfrentam outro tipo de punição: a dificuldade de um trabalho e a convivência com o preconceito.

É preciso mais políticas de inclusão ou será que o caráter preventivo é a principal solução? Segundo o deputado estadual José Candido (PT), da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, é preciso renovar a vida dessas pessoas. “Temos que fazer políticas públicas de melhorias para aquelas pessoas que, por algum motivo, cometeram um erro na sua vida. Por isso, nós da Comissão de Direitos Humanos temos a obrigação de dialogar com o governo para que não se esqueça dessas pessoas. Se um dia, elas tiveram que roubar para seu sustento, precisam agora voltar à sociedade de cabeça erguida e não ser mais um excluído. Ou seja, não vamos considerar o erro e sim fazer a renovação com o detento e seus familiares’’, declarou.  

Roda de capoeira promove inclusão social

Por Wanessa Fischer
Imagem do Unicapoeira
Pessoas portadoras ou não de alguma deficiência participam do evento

Amanhã (07/10) em São José do Rio Preto, município do Estado de São Paulo, acontecerá o evento de capoeira “Gingando e Integrando”, e será desenvolvido com pessoas portadoras ou não de deficiência. A atividade será realizada as 19h30, no Centro Regional de Eventos da cidade. São esperadas, para participar da roda de capoeira, cerca de 80 pessoas, desde crianças até a terceira idade. O evento contará com a participação de mestres da Capoeira de Angola, vindos de Salvador (BA).

O projeto “Gingando e Integrando” existe há oito anos. É uma atividade de inclusão social, desenvolvida em entidades de Rio Preto. Nesse período participam do projeto, aproximadamente, 250 pessoas, de 5 a 60 anos, a maioria das pessoas que participam são portadoras de algum tipo de deficiência física ou mental. As aulas são realizadas semanalmente nas entidades Ielar, Apae, CEMES e no Centro Cultural Besouro Cordão de Ouro.

O criador do projeto, Amauri José Semedo Neto, acredita que a inclusão está na participação de pessoas com e sem deficiência. “Na capoeira todos são iguais e se expressam da sua maneira, colocando sua particularidade na roda. No projeto participam pessoas sem nenhum tipo de deficiência, como também aquelas que possuem deficiência visual, auditiva, física e mental”, explica.

Em novembro, Amauri participará do Fórum de Educação e Cultura, que acontecerá em Berlim. A colaboração dele no evento será com base no trabalho realizado com o projeto “Gingando e Integrando” ele explicará e dará detalhes do projeto de inclusão social por meio do esporte, e como ele é desenvolvido no município.

Se você mora na região aproveite a oportunidade.

Gingando e IntegrandoData: 7 de outubro de 2011
Horário: 19h30
Local: Centro Regional de Eventos – Avenida José Munia, 5.650 – Chácara Municipal

Programa capacita deficientes visuais para usar computador

Por Wanessa Fischer

O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) cria programa para capacitação de pessoas portadoras de deficiência visual, um trabalho voltado à inclusão social.

A ferramenta é gratuita é foi criada com base em um software livre, que possibilita as pessoas deficientes visuais parcial ou total a utilizarem o computador com facilidade. A meta do Serpo é disponibilizar o software para todo o Brasil, por meio de parcerias com os estados, municípios, universidades, escolas publicas, e outras instituições.
O programa já está instalado em todos os telecentros. Funcionários das sedes regionais do órgão foram treinados para instalarem o produto nos ambientes do progeto de inclusão digital do Serpo.

O Liane TTS foi desenvolvido em três anos, e teve como parceiros o Serviço de Tecnologia de Dados e o Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de janeiro (UFRJ). O programa é uma extensão do software livre, cria voz na língua portuguesa através da manipulação direta e transforma o texto em áudio.

A ferramenta esta disponível para download no portal do Serpo na internet, e é compatível com os sistemas operacionais Windows e Linux.

Rio Preto inaugura hospital para recuperação de portadores de necessidades especiais

Por Wanessa Fischer

O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro é o primeiro hospital público do interior de São Paulo especializado nesse tipo de tratamento


A Prefeitura de São José Rio Preto (SP) deu um importante passo no que se refere ao atendimento de pessoas portadoras de necessidades especiais. Com o inicio das atividades do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro (IRLM), o município passou a ser o primeiro hospital público do interior de São Paulo especializado nesse tipo de tratamento. A iniciativa do prefeito Valdomiro Lopes, que também é médico, contou com o apoio do governador Geraldo Alckmim, que assinou o convênio para a inauguração oficial no dia 28 de junho.

A unidade tem procedimentos de tecnologia de ponta, com equipamentos e técnicas ainda inéditos no Brasil. Com uma equipe multidisciplinar o hospital tem capacidade para realizar 12 mil atendimentos por mês, para pacientes com necessidade de tratamento intensivo e sequencial, que sofreram amputações, lesões musculares, traumatismos cranianos, acidentes cardiovasculares, paralisia cerebral e restrições de mobilidade. O intuito é disponibilizar essa tecnologia para pacientes do SUS de todo o país.

O Instituto de Reabilitação Lucy Montoro foi construído em uma área de 2.033 metros quadrados e tem estrutura totalmente adaptada para portadores de necessidades especiais. Além disso, a unidade dispõe de oficinas terapêuticas, salas para fisioterapia e terapia ocupacional, laboratório de função pulmonar e análise do movimento, piscina especial de hidroterapia, quadra poliesportiva, oficinas de órteses e próteses e até academia com maquinas especiais.

Programa de tratamento a agressores de Rio Preto é referência no país


As atividades desenvolvidas beneficiam tanto o agente da agressão, como toda a família

A violência doméstica é um problema universal que atinge milhares de pessoas, principalmente no Brasil. Para minimizar o sofrimento das famílias vítimas dessa violência, a Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) se aprofundou no assunto e construiu o Centro de Reeducação e Atendimento da Família, local especializado na ressocialização de agressores e que virou referência no país.
O projeto, que é uma parceria com a Cáritas Diocesana, foi inaugurado pelo prefeito Valdomiro Lopes no dia 7 de outubro do ano passado, e consiste em reduzir a violência doméstica por meio de um atendimento individualizado, com atividades educativas e grupos reflexivos. Desde a inauguração, passam pelo centro uma média de 30 e 35 encaminhamentos por mês.
Com uma equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, psicólogos e advogados, o Centro de Reeducação e Atendimento da Família atende não traz benefícios não apenas para o agente da agressão, bem como para toda a família, principalmente quando há filhos envolvidos.
Apesar do pouco tempo de atividade, o Centro tem apresentado resultados extremamente positivos. Muitos pacientes apresentam mudança de posicionamento tanto em relação a temas como “machismo”, quanto à dependência química.

Assessoria de Imprensa

A Cavenag foi a primeira empresa no Brasil a montar carros acessíveis. Tudo começou hà quarenta anos, quando o fundador Michelotti foi procurado por um amigo deficiente que teve a perna esquerda amputada.


A cada dia, mais empresas no Brasil adotam o sistema Home Office, que consiste em realizar as atividades de rotina do trabalhador fora da empresa, mais especificamente em casa.

Bullying: mau entre os jovens

por Anderson Henrique

O bullying é uma palavra americana originária do Bully, que significa ‘valentão’. Esse mal vem afetando a juventude no mundo inteiro e cada vez mais chamando a atenção da sociedade.

A prática do bullying consiste em agressões, ofensas, chacotas e discriminação, seja ela por orientação sexual, racial, modo de vida ou deficiência. Na maioria das vezes estas atitudes são tomadas nas escolas, lugar em que os jovens se concentram em grande número e onde aparecem as diferenças de cada um.
Os bullyings – nome denominado a esses valentões – são pessoas que muitas vezes querem tirar vantagens, mostrar  status no local de estudo e ser superiores as pessoas com quem fazem o bullying, que na verdade é uma prática que só nos últimos anos vêm sendo alertada e combatida pelas instituições de educação, devido ao nível de humilhação que é crescente e constrangedora aos que sofrem esse mal.

“Sofri  muito na  época de ginásio na escola. Todos os meus amigos  eram maiores e ameaçavam me bater. Algumas vezes até me agrediam, principalmente na volta para casa” conta Lídio Mateus, jovem de 18 anos que virou fenômeno na internet através de vídeos no YouTube onde ele canta e dança.  

Em um de seus vídeos, Lídio aparece  acompanhado de um primo que faz piadas e brincadeiras com o rapaz. “Fresco Boiola” é como o primo lhe chama no vídeo que bombou primeiro na internet.
Lídio relembra o pior momento de bullying sofrido na escola. “Estava conversando com um amigo descendo as escadas, quando de repente um  aluno de outra sala me  empurrou do último degrau”. Ele completa que não se machucou porque se segurou no corrimão enquanto o garoto saiu  rindo com a brincadeira. Para Lídio o assédio sofrido na época tinha relação com o fato de ele ser uma criança tímida e “boazinha” com os colegas.
Hoje, Lídio associa o Bullying ao preconceito por cantar músicas com tendência GLS e não ter talento suficiente para as pessoas gostarem do seu trabalho, principalmente porque apelou muito para conseguir reconhecimento. “Bullying é te ferirem por dentro deixarem marcas que vão ficar pra sempre em você. Como uma mágoa que parece nunca sair de nós, e qualquer lugar que você passa se lembra daquilo”.

Outro famoso na internet é o garoto Casey Haynes, que bateu recordes de vídeo mais acessado no youtube. Nas imagens gravas por um celular do colega de classe, Casey se vinga de um   outro adolescente que o provoca até que ela perde a paciência e revida. Casey pega o garoto pelo tronco e joga no chão com muita força. Após a divulgação do trecho do vídeo que mostra a cena de agressão causada por Casey, ele se defendeu dizendo que foi agredido antes e não aguentava mais tanta humilhação.
A ação causou choque em muitos pais, e abriu o diálogo entre e a família e educadores.

Escola de surf dá oportunidade à deficientes visuais

por Hellen Paixão

Valdemir Pereira, 41 anos, foi o primeiro brasileiro com deficiência visual a praticar o surf. Tudo começou na Escola Surf Radical hà quatorze anos, após uma virose onde perdeu totalmente a visão. Ao ouvir o professor de surf Francisco Araña dizer numa rádio que gostaria de dar aulas para deficientes visuais, viu ali sua chance de surfar.


Com isso, Valdemir conheceu Francisco, mais conhecido como Cisco, o coordenador da escola e, através dessa iniciativa, outros projetos de Inclusão Social e Acessibilidade surgiram em Itajaí, Salvador e Rio de Janeiro. Escolas da Secretaria de Esportes passaram a trabalhar com cegos e com outros tipos de deficientes. Para ensinar surf à Val, os professores vendavam os olhos, entravam no dia a dia dele e, assim, entendiam de que maneira ele via o mundo. Esse método facilitou a didática dos professores e sua iniciação no surf.              
                                                  
Através desta prática, dez anos depois o professor Cisco criou a primeira prancha adaptada para deficientes visuais.  Ela possui 10 distinções, divididas em três categorias, percepções de tacto, ondulações para o suporte dos pés, frisos em alto relevo, bordas para o posicionamento das mãos e velcro para posicionamento auditivas, guizos no bico e na rabeta, que são revestidos com E.V.A. anti-impacto e quilhas em fibra de vidro, também envoltas em E.V.A, usadas como medidas de segurança.

Apesar das mudanças, a prancha mantém o tamanho e o peso das convencionais, com comprimento de 9’1’ e largura de 22”. Além disso, ela pode ser utilizada por qualquer pessoa, não perde em velocidade ou mobilidade. Val participou de todo processo de criação da prancha e esteve presente na fase de modelagem de linchamento e de  montagem. Segundo ele, o professor queria causar uma aproximação mais intima entre os dois.

Com a repercussão que teve o lançamento da prancha adaptada, Valdemir ganhou uma bolsa de estudos de Educação Física da Faculdade Santa Cecília, em Santos, e hoje está cursando o terceiro ano. Alé, do Surf, ele fez aulas de Karatê, Musculação, Capoeira e Taishishuan.


Para Val, praticar esses esportes foi uma maneira de mudar a visão das pessoas em relação aos cegos. Apesar de suas limitações, o deficiente visual não está incapacitado de ter equilíbrio. Atualmente Val se prepara para participar dos campeonatos de Surf do próximo ano.


Hoje ele é um exemplo para muitos deficientes visuais que tinham vontade de surfar, mas que por serem cegos achavam impossível.  

Diferença salarial gera competitividade entre gêneros

por Bruno Gabaldo

A competitividade no mercado de trabalho causa desigualdade financeira entre homens e mulheres ocupantes do mesmo cargo. Os direitos femininos, apesar de seus grandes avanços, ainda tem um  grande preconceito a vencer. A diferença salarial, mesmo com a constatação de que qualquer mulher pode realizar de forma igual, ou melhor, um serviço que antes apenas homens realizavam, não fez com que sua capacidade  fosse reconhecida financeiramente no mercado de trabalho. 

Em entrevista com a psicóloga e especialista em Recursos Humanos, Suzi  Farrão, ela nos conta o que uma empresa procura em um   profissional e o que diferencia um homem de uma mulher na hora da contratação.  “A grande maioria das empresas utiliza de avaliações psicológicas para admissão de novos funcionários, nesse tipo de teste os homens se sobressaem em alguns itens que são muito decisivos, o mais comum é o teste que avalia o envolvimento emocional do candidato    durante uma situação de pressão, percebemos que os homens agem com mais frieza e atenção e não levam as criticas para o lado pessoal”.

Com o primeiro grande avanço no setor político a mulher pode pela primeira vez exercer seu poder de  voto conforme descrito na constituição brasileira, um passo muito importante que originou outras revoluções  femininas como o direito de trabalhar fora de casa e o direito a uma remuneração igual à de homens, o que não acontece atualmente no   mercado de trabalho.

No ano de 2011, pela primeira vez uma mulher assume a presidência do Brasil, mostrando que qualquer mulher pode e deve exercer qualquer trabalho que antes apenas homens realizavam, sendo assim, uma das metas que devem ser elaboradas para os próximos anos é o de parametrização de salários.

Para minimizar o sofrimento das famílias vítimas da violência doméstica, a Prefeitura de São José do Rio Preto (SP) se aprofundou no assunto e construiu o Centro de Reeducação e Atendimento da Família.

Algumas empresas ainda temem em contratar pessoas cuja imagem seja muito afeminada, mas a questão não é somente de preconceito. Indiferente se a pessoa é careca, magra, gorda, gay, pode ser melhor profissional do que muitos outros.
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“Sofri muito na época de ginásio na escola. Todos os meus amigos eram maiores e ameaçavam me bater. Algumas vezes até me agrediam, principalmente na volta para casa” conta Lídio Mateus, jovem de 18 anos que virou fenômeno na internet





Cresce demanda por aprendizado de idosos

por Amanda Cabrera


O aumento da população idosa nos últimos tempos pode ser explicado por diversos fatores. Um deles é o avanço tecnológico, que contibuiu para a descoberta da cura de muitas doenças que atingiam, principalmente, pessoas acima de 60 anos.

Como consequência, o volume de idosos “iletrados” em informática alcançou recordes históricos e não se limita à internet: essa exclusão ocorre em diversas áreas da sociedade. Com isso, a busca do aprendizado acaba sendo maior que a demanda.

Existem grandes projetos de apoio à inclusão, que incentivam adultos a entrar no mundo virtual. O Stid (Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital) é um desses grandes incentivos que recentemente ganhou o prêmio Frida/eLAC 2010.
A premiação elege projetos de pesquisa ou inovação que tenham contribuído para o avanço da sociedade da informação na América Latina e também no Caribe. O Stid foi premiado na categoria “infraestrutura e acesso”, recebeu também o prêmio ouro por ter sido escolhido como um dos destaques do Frida/eLAC 2010.
Um dos resultados do projeto é um modelo de integração com os serviços públicos disponíveis na web (e-gov). Além de programas de incentivo à inclusão, foram desenvolvidos dois serviços de governo eletrônico, o primeiro é o “Inclua Saúde”, que permite agendar consultas médicas via internet, e o “Previdência Fácil”, com informações sobre aposentadoria.

Páginas de fácil leitura e navegação simples,facilitam o uso de pessoas com problemas de vista e, principalmente, idosos. A facilidade no acesso à serviços públicos também é um motivo para que os idosos busquem cada vez mais a internet. 
Transações bancárias, consultas e noticias são as maiores necessidades.

Portadores de HIV sofrem preconceito

por Bruno Gabaldo


Durante algumas décadas a sociedade convive com um vírus que ainda não possui cura para a sua erradicação, a AIDS ( Aquired Inmodificiency Sindrome). No Brasil, mesmo com todo o acesso às informações disponíveis  em noticiários, revistas, jornais  ou internet, existe ainda o preconceito de alguns indivíduos mal informados em relação aos doentes.

Um dos primeiros relatos da doença no país ocorreu em 1982, no princípio conhecida erroneamente como uma doença que afetava apenas homossexuais. Era tratada como algo relacionado ao estilo de vida desses, mas com relato de mulheres heterossexuais casadas, que desenvolveram a AIDS, estudiosos confirmaram a contaminação por meio de transfusões de sangues, cortes em contato com o sangue contaminado e relações sexuais sem preservativos, traçando assim um perfil de grupo de riscos.

Após quase trinta anos da constatação do primeiro caso de AIDS no Brasil, algumas pessoas, sem discernimento das verdadeiras formas de transmissões da doença, ainda possuem um grande preconceito em relação às pessoas portadoras do vírus.
Em entrevista com Debora Fonseca, supervisora do Instituto Menino Jesus, ela nos conta sobre os preconceitos que a maioria das pessoas portadoras da doença sofrem.
“Preconceito social, como qualquer pessoa com alguma deficiência ou doença contagiosa, as pessoas que não conhecem direito se afastam achando que com um simples abraço ou contato físico iriam se infectar, ou que esta não seja digna de conviver em sociedade.”

Nossa equipe entrevistou Suzana Castro, psicóloga, que explica como é criado pela sociedade este preconceito com os portadores do vírus HIV e sobre as informações que, na maioria das vezes, chega distorcida à sociedade.
“Na maioria dos casos as pessoas que comentem este tipo de preconceito tem medo do desconhecido, seja ele físico ou mental, criando assim uma barreira com os portadores da doença, e isso torna um ciclo vicioso, do qual o pai passa para o filho o sentimento de preconceito, e não procuram mais informações para entender o quão errado estão sendo”.


Muitos indivíduos não tem conhecimento sobre a diferença de ser portador do vírus HIV, que é o vírus que faz com que o corpo perca sua defesa natural e fique propício a infecções, e a AIDS, que é a manifestação da infecção generalizada. Pessoas contaminadas pelo vírus tem um modo de vida normal, apenas com algumas mudanças em seus hábitos. Murilo de Azevedo, que convive com a doença a três anos, nos explica como é sua rotina e o seu tratamento.
“O meu tratamento é diário e a única coisa que até agora eu tenho acesso é o coquetel, que é mistura de remédios pra controlar. Na parte da minha rotina, ela continua a mesma, apenas com algumas mudanças como ter mais cuidado em ficar exposto a doenças, tipo a gripe, por exemplo.”

Considerada uma doença crônica a AIDS não deve ser vista pela sociedade como uma sentença de morte ou com um sentimento de dó em relação a seus portadores. São grandes os números de pessoas que convivem com a doença e lutam diariamente pela vida. É um direito de qualquer ser humano respeitar e ser respeitado independente de suas condições.

Nordestinos resgatam identidade cultural

por Aline Mabelini


A esperança de ter uma vida melhor leva grande parte dos nordestinos a tentar a vida em outras regiões do país, principalmente no Sudeste. Porém, nesta tentativa de melhora, muitos individuos acabam se deparando com situações de preconceito e exclusão.

Pensar o Brasil como um país homogêneo é algo que foge da nossa realidade atual. A migração do povo nordestino para outras regiões deveria ser algo de grande valia para a construção da memória cultural destas famílias, que carregam características próprias e muito valiosas para a história do nosso país.
Porém, devido à economia da região crescer de forma um tanto quanto atrasada se comparada à economia sul do país, seu povo acaba por ser desvalorizado e vitima de preconceitos frequentes. Apesar da região sofrer este atraso na economia, perdendo em desenvolvimento e qualidade em areas como saúde e educação,  a região Nordeste é dotada de uma rica vegetação, centro de vários estudos científicos.

De acordo com o Sociólogo Alan Gonçalves, o preconceito contra os nordestinos ocorre pois as pessoas não tem conhecimento sobre as diferentes culturas e, na maioria das vezes, se fecham para as novidades. 
“Trata-se de uma questão pessoal, no qual o indivíduo não se abre a novos conhecimentos e não quer interagir com novas culturas”, afirma.
Assim, este indivíduo que se fecha, perde a oportunidade de conhecer uma cultura riquíssima e de resgatar a própria identidade, desrespeitando as diferenças adquiridas ao longo do desenvolvimento do país e ignorando o enriquecimento cultural que se poderia adquirir através deste convivio. 

Home Office permite trabalhar em casa

por Amanda Cabrera


A cada dia mais empresas no Brasil adotam o sistema Home Office, que consiste em realizar as atividades de rotina do trabalhador fora da empresa, mais especificamente em casa.
Esse formato de contratação normalmente é criado para baixar custos com infra-estrutura, um exemplo disso é a economia que pode ser feita com energia elétrica, mão de obra na limpeza e espaço físico.
Segundo Rita Medina, diretora de planejamento e tráfego, a produtividade do funcionário que trabalha em casa também é maior. “As faltas diminuem muito, afinal o trabalhador está na sua residência e consegue ser mais flexível com a empresa”, afirma Rita.
As vagas para o Home Office também são mais fáceis de serem preenchidas, mesmo com todos os requisitos exigidos pela empresa, diz Rita. Para trabalhar em casa o candidato tem que estar dentro de um perfil estipulado pelo contratante, além de possuir computador e ter acesso à internet, “esses equipamentos são de responsabilidade do funcionário, caso tenha falta de energia, problemas com a internet ou qualquer falha que impeça a realização da atividade prevista no dia o funcionário é descontado na folha de pagamento, completa Rita.
A seleção desses trabalhadores é mais rígida e o contrato de trabalho também tem clausulas pesadas em relação à faltas e postura. Apesar disso as empresas que optam por esse tipo de trabalho conseguem atender também a lei de cotas para deficientes, que muitas vezes é dificultada pela questão da locomoção. Conversamos com a Gerente de RH, Maiara Vieira de Fabio, que é responsável pela abertura de vagas e contratação de funcionários com deficiência. “É muito gratificante ver que podemos incluir essas pessoas que apesar da dificuldade de se locomover, tem um potencial alto, e uma força de vontade muitas vezes superior aos outros candidatos”, Conclui Maiara.
Henrique Rocha Tavares, 21 anos, atendente via chat, conseguiu seu primeiro emprego através de uma seleção para o trabalho em casa. “Eu nem acreditei quando me ligaram, achei que fosse trote ou coisa assim, mas quando descobri que era verdade, indiquei vários amigos da faculdade. Trabalho só 6h por dia, não pego transito e consigo ter mais tempo pra estudar e me dedicar aos meus amigos”.
No caso de Henrique a empresa contratante não paga o valor dedicado ao transporte a alimentação, “só que trabalha lá dentro é que tem, mas eu não trocaria não, prefiro a comodidade de ficar em casa e comer a comida fresquinha da minha mãe”, conta Henrique.
Essa evolução pode contribuir muito com a inclusão no mercado de trabalho, tanto de pessoas com necessidades especiais, como em casos de primeiro emprego para jovens.

Empresa realiza adaptações em carros


por Hellen Paixão


A Cavenag foi a primeira empresa no Brasil a montar carros acessíveis. Tudo começou hà 40 anos, quando o fundador Michelotti, foi procurado por um amigo deficiente que teve a perna esquerda amputada. 


Ele lhe pediu que recriasse seu carro, para que pudesse dirigir. Com fama de revolucionário e criativo, o imigrante desenvolveu um sistema onde o motorista controlava a embreagem do veículo como numa motocicleta, por meio de uma pequena alavanca instalada perto da alavanca de câmbio original do carro.

O invento deu certo e seu amigo voltou a dirigir normalmente. Mas, como ele precisava da carteira de habilitação autorizada pelo DETRAN, Michelotti acompanhou o amigo até o local  para provar que o seu invento funcionava e garantia segurança para o motorista. Assim, o amigo ficou habilitado e o DETRAN passou a indicar Michelotti para fazer todo tipo de adaptação em veículos.   
Como o negócio deu certo, Michelotti decidiu abrir a Cavenag, que hoje é especializada só em adaptação de veículos. Todos os funcionários são treinados e conhecem detalhadamente os carros. O vendedor e demonstrador Ricardo Seisum participa todos os anos da Feira Internacional de Tecnologia em Reabilitação, Inclusão e acessibilidade, exibida há dez anos na Imigrantes.

Os carros ficam expostos para o público e os demonstradores explicam e mostram como eles funcionam e quais são suas vantagens. Segundo Seisum, a idéia da montadora é incluir o deficiente na sociedade fazendo com que ele fique independente e facilitando cada vez mais seu acesso, tanto na compra quanto na utilização do carro. 

Esse ano a novidade da Cavenag, foi o carro com tecnologia de ponta, que facilita desde a entrada e a saída do passageiro até a dirigibilidade do veículo por deficientes e pessoas com mobilidade reduzida. O automóvel possui um suporte localizado em cima do veiculo do lado de fora onde o motorista pode guardar sua cadeira de rodas. 

Para fazer esse processo, o cadeirante entra no carro, gira a cadeira de motorista para fora, aciona um botão que fica perto da porta e encaixa a cadeira em um suporte que parece um cabide. Assim, a cadeira sobe automaticamente e se guarda. 
Segundo Seisum, antes existiam os carros acessíveis, mas só a classe alta possuía recurso para comprar. A Cavenag mudou essa realidade.                                     
Hoje os veículos possuem preços acessíveis e o pagamento pode ser feito de várias maneiras. O usuário Moacir Andrade, 52 anos, ficou deficiente físico após um acidente de carro em que ficou sem o movimento na perna esquerda. Azevedo já passou por várias dificuldades após o acidente, entre delas uma vez que seu veículo furou o pneu e ele ficou por 40 minutos parado no meio de uma avenida do centro porque não tinha ninguém para ajudá-lo. Ele afirma que se  possuisse um carro como o lançamento da Cavenag, teria sido mais fácil resolver seu problema. 

A montadora proporciona para seus clientes um atendimento gratuito, com um profissional especializado para fazer avaliação e prescrever junto com a equipe técnica qual será o equipamento personalizado que irá atender sua necessidade. A empresa mantém projetos de adaptação veicular com as principais marcas do país: Chevrolet, Fiat, Honda e outras, e também faz adaptações em táxis.

Homosexuais são vitimas de desemprego

Os índices de desemprego no Brasil mostram que, a cada dia, fica mais difícil conseguir ingressar no mercado de trabalho. Ter um curso superior, falar mais de um idioma, dominar programas de computador são alguns dos vários requisitos para conseguir um bom emprego. E para os homossexuais, será que é mais difícil arrumar um trabalho? O que diferencia um profissional homossexual de um heterossexual? Não há diferença.

Algumas empresas ainda temem em contratar pessoas cuja imagem seja muito afeminada, mas a questão não é somente de preconceito. Indiferente se a pessoa é careca, magra, gorda, gay, pode ser melhor profissional do que muitos outros. A questão é que a sociedade não está totalmente de portas abertas para aceitar isso e muita gente ainda não aceita e não admite gay em seus círculos de amizades.
No Brasil, toda forma de discriminação é considerada crime, inclusive a discriminação aos homossexuais. A homofobia nada mais é que o preconceito contra os homossexuais, o que inclui o ódio, a aversão, repulsa, nojo e qualquer sentimento contra a homossexualidade. O governo desenvolve políticas e apóia ações que promovam a igualdade de direitos e combatam a discriminação contra mulheres, negros, portadores de deficiência, idosos homossexuais, entre outros, mas as dificuldades continuam.


Para Marcelo Gil, presidente da ONG ABCDS (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual), a situação de criminalizar a Homofobia no Brasil é uma forma clara e emergencial. “Lamentavelmente hoje, a cada dois dias, é assassinada uma pessoa, seja ela pela sua orientação sexual ou identidade de Gênero.” Para ele, a violência é reflexo da ausência de políticas públicas mais concretas. “Muitas cidades direcionam a população LGBT somente políticas de saúde, como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, esquecendo questões como educação, trabalho, segurança publica, entre outros”, pontuou.

De acordo com a professora e socióloga Berenice Bento, não há políticas públicas de proteção e inserção dos transexuais no mercado de trabalho. No site do Ministério do Trabalho há um programa chamado Brasil Raça e Gênero que afirma possuir ações para a inclusão dos transexuais no mercado mas, ao ser solicitada, a assessoria do Ministério informou que nenhuma ação ou política foi estabelecida, apesar de tais medidas constarem no programa, “Se faltam diretrizes básicas para a proteção física das transexuais, pensar em inserção no mercado de trabalho é algo muito distante”, afirma Berenice.
Devido a dificuldade de conseguir emprego, transexuais e travestis não encontram outra escolha senão fazer programa. A maioria deles não consegue um trabalho formal devido ao preconceito e muitos empregadores se recusam a contratá-los sem apresentar uma justificativa aceitável para a rejeição.


A travesti Vivany Aguilera, 23 anos, nos  conta que começou a se transformar por volta dos 19 e pagou para colocar silicone com dinheiro ganho fazendo programas. Desde o início de sua transformação, a atividade se tornou sua principal fonte de renda e garante seu sustento.
Viviany acredita que neste meio artístico as oportunidades de trabalho são maiores por causa da beleza diferenciada dos travestis, que chama mais atenção que uma mulher 'comum'. Em contrapartida, menciona que na busca por outros tipos de trabalho sempre houve bastante dificulade. Na maioria das vezes, a justificativa dada é que seu perfil não se encaixa com o exigido para determinada vaga. Na sua opinião, a verdade é que nestas situações está sofrendo rejeição pelo fato de ser travesti e que a justificativa é apenas um desculpa para camuflar o preconceito.
A inserção dos transexuais no mercado formal é baixíssima. Em sua tese de doutorado, a socióloga Berenice analisou um grupo de 20 transexuais de diferentes classes sociais e, entre elas, apenas uma havia entrado na faculdade e, mesmo assim, não tinha conseguido concluir os estudos por conta do preconceito.

O cenário de preconceito para com homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais, no entanto, traz consequências negativas não apenas aos indivíduos discriminados, mas também ao desenvolvimento, afirmou Rebeca Grynspan, administradora-adjunta do PNUD e subsecretária-geral da ONU, em mensagem divulgada em 17/05 deste ano, Dia Internacional contra a Homofobia.  “A discriminação e o molestamento em famílias, escolas, no trabalho e na área militar, em razão da orientação sexual ou da identidade de gênero, levam as pessoas a deixaram a escola, impede-as de conseguir um emprego e dificulta que milhares no mundo procurem serviços de saúde”, declarou a administradora-adjunta do PNUD.
Para o presidente da ONG ABCDS, Marcelo Gil, é necessário implantar um tipo de política pública para a comunidade GLBT que se baseie no Sistema de Humanização e Trabalho com os Homossexuais adotado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), que lançou até uma cartilha para a comunidade contra a homofobia. “Mas também é preciso que exista um trabalho na parte jurídica, como é realizado pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) GLBT, que existe apenas na cidade de São Paulo”, complementa.

A ONG Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual promove, no ABC paulista, uma série de eventos culturais para a comunidade GLBT local. Os eventos visam, além de divulgar a cultura, conscientizar a sociedade e combater a homofobia. Presidida e fundada por Marcelo Gil, a ONG existe desde 2004, e tem como alicerce as diretrizes dos Movimentos de Direitos Humanos, como a luta pela cidadania, inclusão social e auto-estima.